Fundador da primeira Igreja de Lúcifer do Ceará, Luciano Victor Melo de Sousa, de 38 anos, conhecido como “Bruxo Paulo Padilha”, foi morto a tiros na quinta-feira (20), em Fortaleza, no Ceará. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele também era proprietário de bares na região do bairro Benfica, onde a instituição religiosa estava localizada.

O assassinato aconteceu em frente a uma oficina mecânica, onde Luciano havia parado para realizar um reparo em um dos pneus do veículo em que estava. Ele estava acompanhado de outro homem, que também foi atingido pelos disparos. A segunda vítima, que utilizava tornozeleira eletrônica, foi socorrida em estado grave.

O crime provocou movimentação na região e mobilizou equipes das forças de segurança. Conforme relatos de testemunhas repassados à Polícia Militar do Ceará, um homem que estava em uma motocicleta teria se aproximado da oficina e efetuado diversos disparos contra as vítimas. Após o ataque, o suspeito deixou o local.

Luciano foi atingido principalmente na região da cabeça e do abdômen. Os ferimentos foram graves e ele morreu no local ou pouco depois do ataque, conforme as informações divulgadas pelas autoridades. A dinâmica exata do homicídio, assim como a motivação para o crime, ainda não foram esclarecidas.

Quem era Paulo Padilha

Luciano Victor Melo de Sousa ganhou notoriedade nas redes sociais utilizando o nome “Bruxo Paulo Padilha”. De acordo com informações divulgadas sobre o caso, ele mantinha atividades relacionadas ao esoterismo e à espiritualidade e se apresentava como pai de santo.

Nas redes sociais, Paulo Padilha também compartilhava conteúdos relacionados a práticas espirituais e ensinava métodos que, segundo suas próprias publicações, seriam utilizados em “amarrações amorosas”. A exposição na internet fazia parte da forma como ele divulgava seu trabalho e mantinha contato com seguidores.

Além dessas atividades, ele era proprietário de bares na região de Fortaleza. A atuação em diferentes áreas fez com que o nome de Paulo Padilha tivesse presença nas redes sociais e fosse conhecido por pessoas que acompanhavam seu conteúdo.

A denominação da instituição religiosa associada a ele também chamou atenção. A chamada Igreja de Lúcifer do Ceará, situada no bairro Benfica, era apresentada como um espaço ligado às crenças e práticas defendidas por seus integrantes.

Apesar da repercussão envolvendo a atividade religiosa e a exposição pública da vítima, as autoridades ainda não apontaram qualquer relação entre essas atividades e o assassinato. A investigação deverá buscar elementos que possam esclarecer se o crime teve motivação pessoal, financeira, relacionada a conflitos anteriores ou qualquer outra circunstância.

Ataque aconteceu diante de oficina

O homicídio ocorreu em uma situação aparentemente cotidiana. Paulo Padilha havia parado o veículo diante de uma oficina mecânica para resolver um problema em um dos pneus. Ele estava acompanhado de outro homem quando o atirador chegou.

Segundo testemunhas ouvidas pela Polícia Militar, o criminoso utilizou uma motocicleta para chegar ao local. Depois de efetuar os disparos, deixou a área rapidamente.

A presença de testemunhas poderá ser importante para o andamento das investigações. Imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades também podem ajudar os investigadores a identificar o autor dos disparos, além de esclarecer detalhes sobre a chegada e a fuga do suspeito.

A segunda vítima foi atingida durante o ataque e recebeu atendimento médico. Até o momento das informações divulgadas sobre o caso, o homem permanecia em estado grave.

Polícia investiga autoria e motivação

A investigação está sob responsabilidade da 5ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), unidade especializada na apuração de crimes contra a vida.

Os investigadores deverão reunir depoimentos de testemunhas, analisar imagens de câmeras de segurança e levantar informações sobre a rotina de Luciano nos dias anteriores ao assassinato. A intenção é reconstruir os momentos que antecederam o crime e identificar possíveis ameaças ou conflitos que possam ajudar a explicar o ataque.

A polícia também deverá investigar a relação entre a vítima e o homem que estava com ela no momento dos disparos. O fato de o acompanhante utilizar tornozeleira eletrônica poderá fazer parte do levantamento das circunstâncias do crime, mas, por si só, não estabelece qualquer relação dele ou da vítima com o assassinato.

Até o momento, não havia informação oficial sobre a identificação ou prisão do autor dos disparos.

Antecedentes

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) informou que Luciano Victor Melo de Sousa possuía antecedentes pelos crimes de corrupção ativa, ameaça, injúria e desacato.

A existência de registros anteriores será considerada no processo investigativo, mas não significa, por si só, que esses episódios tenham relação com o homicídio. A Polícia Civil deverá trabalhar com diferentes linhas de investigação até reunir elementos suficientes para apontar uma possível motivação.

Em casos de homicídio, especialmente quando praticados em locais públicos, a identificação de testemunhas e a obtenção de imagens de câmeras de segurança podem ser decisivas para esclarecer a autoria.

Investigação segue em andamento

O assassinato de Paulo Padilha ocorre em meio a uma investigação ainda sem respostas definitivas. Para familiares, amigos e pessoas próximas, além da perda, permanecem as dúvidas sobre o que levou ao ataque e quem foi responsável pelos disparos.

A Polícia Civil continua realizando diligências para esclarecer o caso. A orientação das autoridades é que eventuais testemunhas que tenham informações relevantes procurem os canais oficiais de segurança para contribuir com a investigação.

Enquanto a apuração avança, a principal expectativa é de que os responsáveis sejam identificados e que a motivação do crime seja esclarecida. A investigação também deverá determinar se o assassinato foi planejado e se o autor conhecia previamente a rotina da vítima.

O caso chama atenção não apenas pela forma violenta como ocorreu, mas também pela trajetória pública de Luciano, que mantinha forte presença nas redes sociais e desenvolvia atividades ligadas ao esoterismo, à religião e ao comércio.

Apesar da repercussão, a Polícia Civil ainda não confirmou uma motivação para o crime. Qualquer conclusão antes do encerramento das investigações seria precipitada. O trabalho das autoridades deverá estabelecer, com base em provas e depoimentos, o que aconteceu naquela tarde diante da oficina mecânica no bairro Benfica.

A investigação permanece em andamento, e novas informações poderão surgir à medida que os policiais avancem na coleta de provas e na identificação do responsável pelo homicídio.