Uma diarista de 38 anos foi presa em flagrante na manhã desta segunda-feira (19) após tentar entrar no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, transportando 95 gramas de “ice”, um derivado concentrado da maconha, escondidos nas partes íntimas. Segundo a Polícia Penal do Distrito Federal (PPDF), a substância apreendida foi avaliada em aproximadamente R$ 55 mil.
A ocorrência foi registrada por volta das 10h, na Penitenciária II do Distrito Federal (PDF II), durante o procedimento de fiscalização de visitantes que pretendiam acessar a unidade prisional. A suspeita foi identificada após os agentes perceberem uma alteração nas imagens produzidas pelo equipamento de scanner corporal utilizado na revista de segurança.
O caso chamou a atenção pela quantidade de droga apreendida, pelo valor estimado da substância e pela forma como o material foi transportado. A ocorrência também reforça a atuação dos protocolos de fiscalização nas unidades prisionais, que têm como objetivo impedir a entrada de materiais proibidos e preservar a segurança de internos, servidores e visitantes.
De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Penal, a mulher pretendia visitar o companheiro, que está preso na unidade. Entretanto, ela teria informado aos agentes que a droga não seria destinada a ele, mas a outro detento.
Scanner corporal identificou volume suspeito
A abordagem aconteceu durante os procedimentos de controle de acesso à Penitenciária II. Conforme a PPDF, os agentes penitenciários suspeitaram da visitante e decidiram submetê-la a uma verificação mais detalhada.
Durante a revista, o scanner corporal identificou um volume considerado suspeito na região entre as pernas da mulher. Diante do resultado apresentado pelo equipamento, os profissionais responsáveis pela segurança questionaram a visitante sobre a possível presença de algum objeto ou material escondido.
Segundo o relato oficial, a diarista admitiu que transportava um pacote introduzido nas partes íntimas. Em seguida, ela retirou espontaneamente o invólucro, permitindo que os agentes identificassem o conteúdo.
A embalagem continha aproximadamente 95 gramas de “ice”, substância derivada da cannabis que apresenta concentração elevada de componentes psicoativos. Após a confirmação da apreensão, a ocorrência foi encaminhada às autoridades policiais para a adoção das medidas legais cabíveis.
O uso de equipamentos de inspeção corporal faz parte dos mecanismos de controle empregados em estabelecimentos penitenciários. A tecnologia permite identificar volumes suspeitos que poderiam passar despercebidos em uma verificação convencional, contribuindo para a prevenção da entrada de drogas, celulares e outros itens proibidos.
Droga foi avaliada em R$ 55 mil
De acordo com a Polícia Penal do Distrito Federal, as 95 gramas da substância apreendida foram avaliadas em aproximadamente R$ 55 mil.
O valor informado chama a atenção porque o “ice” é um derivado concentrado da maconha, cuja composição e potência podem variar conforme o processo de produção. Por apresentar maior concentração de determinados componentes da cannabis, esse tipo de produto pode alcançar preços elevados no mercado ilegal.
A avaliação divulgada pela corporação corresponde a uma estimativa atribuída à substância apreendida. O valor não representa necessariamente uma quantia efetivamente obtida em uma negociação, mas indica o montante estimado pelas autoridades no contexto da ocorrência.
A apreensão também levanta questionamentos sobre a logística utilizada para tentar introduzir entorpecentes em uma unidade prisional. A forma de transporte relatada pela polícia demonstra uma tentativa de ocultação do material durante o procedimento de entrada.
As circunstâncias da ocorrência, incluindo a origem da droga e o destino pretendido, deverão ser consideradas na investigação policial.
Mulher afirmou que a droga seria entregue a outro detento
Durante os esclarecimentos prestados aos agentes, a diarista informou que havia comparecido ao presídio para visitar o companheiro. Apesar disso, segundo a versão apresentada por ela, a substância seria entregue a outro interno da unidade.
A mulher também relatou que uma segunda pessoa teria participado da preparação do pacote. Conforme seu depoimento, outra mulher teria preparado o invólucro contendo os 95 gramas da droga e entregado o material diretamente em sua residência.
Essa informação poderá ajudar os investigadores a identificar a possível origem do entorpecente e esclarecer se outras pessoas participaram da tentativa de introdução da substância no presídio.
Até que os fatos sejam devidamente apurados, as declarações atribuídas à visitante devem ser tratadas como parte do relato apresentado durante a ocorrência. A confirmação da participação de terceiros dependerá da investigação e dos elementos de prova eventualmente reunidos pelas autoridades.
A hipótese de que a droga seria destinada a outro detento também deverá ser analisada no curso do procedimento policial, inclusive para esclarecer as circunstâncias da entrega e a eventual existência de outros envolvidos.
Diarista foi encaminhada à delegacia
Após o flagrante, a mulher foi encaminhada à 30ª Delegacia de Polícia, localizada em São Sebastião, no Distrito Federal.
Segundo as informações divulgadas, ela foi autuada pelo crime de tráfico de drogas e permaneceu à disposição da Justiça.
A autuação representa o enquadramento inicial da ocorrência pela autoridade policial. O andamento do caso dependerá dos procedimentos legais, da análise das provas e das decisões tomadas pelas autoridades competentes.
A investigação poderá buscar informações sobre a procedência do material, a identidade da pessoa que teria preparado o pacote e a possível participação de outros envolvidos. Também poderá apurar se a substância tinha como destino exclusivo um interno ou se havia uma rede de distribuição dentro da unidade prisional.
A responsabilização criminal, por sua vez, deverá observar o devido processo legal, com análise das circunstâncias do flagrante e garantia dos direitos previstos na legislação.
Fiscalização busca impedir a entrada de drogas nos presídios
A entrada de entorpecentes em estabelecimentos penitenciários representa um desafio permanente para os órgãos responsáveis pela administração do sistema prisional. Além de contrariar as regras de segurança, a circulação de drogas pode contribuir para conflitos entre internos, fortalecer atividades criminosas e dificultar o controle das unidades.
Por esse motivo, os procedimentos de inspeção de visitantes são considerados uma etapa importante da prevenção. A utilização de scanners corporais e outras ferramentas de fiscalização permite que os agentes identifiquem possíveis irregularidades antes da entrada de pessoas no ambiente prisional.
A ocorrência registrada na Penitenciária II demonstra a importância desses mecanismos para detectar materiais que poderiam ser introduzidos de maneira clandestina. Neste caso, segundo a versão divulgada pela Polícia Penal, a identificação de um volume suspeito levou ao questionamento da visitante e à localização da substância.
O episódio também evidencia a complexidade das tentativas de entrada de drogas em presídios e a necessidade de investigações que não se limitem à apreensão do material, mas procurem esclarecer sua origem e identificar eventuais participantes.
O caso segue à disposição das autoridades responsáveis pela apuração. A diarista permanece submetida aos procedimentos legais decorrentes do flagrante, enquanto as circunstâncias da tentativa de entrada da droga e a possível participação de outras pessoas poderão ser esclarecidas durante a investigação.
O JRT News acompanha os principais acontecimentos relacionados à segurança pública e continuará atento a eventuais atualizações oficiais sobre o caso registrado no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.













