FIEPB participou, nesta semana, em Brasília, da construção da 32ª edição da Agenda Legislativa da Indústria para 2027, por meio de seu presidente, Cassiano Pereira, que também comanda a Associação Nordeste Forte. O encontro, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), marcou o início dos trabalhos para definir as prioridades do setor industrial brasileiro junto ao Congresso Nacional, com foco no desenvolvimento econômico, na competitividade e na geração de empregos.
O documento é considerado um dos principais instrumentos de representação institucional do setor industrial brasileiro junto ao Congresso Nacional. Por meio dele, as entidades empresariais apresentam suas prioridades, acompanham propostas legislativas e defendem medidas que possam contribuir para melhorar o ambiente de negócios e ampliar a capacidade produtiva do país.
A participação de Cassiano Pereira reforça a presença da Paraíba nas discussões nacionais sobre o futuro da indústria. Em um cenário de transformações econômicas, avanços tecnológicos e desafios relacionados à competitividade, o diálogo entre as federações estaduais, as associações setoriais e os parlamentares ganha importância para a construção de iniciativas que atendam às necessidades dos diferentes segmentos produtivos.
Para a indústria paraibana, participar desse processo representa uma oportunidade de levar ao debate nacional as particularidades e demandas da economia regional, buscando caminhos para estimular investimentos, fortalecer empresas e ampliar a geração de trabalho e renda.
Agenda busca aproximar indústria e Congresso Nacional
A Agenda Legislativa da Indústria reúne os posicionamentos e as prioridades do setor em relação às propostas que tramitam no Congresso Nacional. Sua elaboração envolve entidades que representam diferentes segmentos industriais e regiões brasileiras, permitindo a construção de uma pauta comum para o diálogo com deputados federais, senadores e demais representantes do Poder Legislativo.
O objetivo é contribuir para que decisões políticas e legislativas considerem os impactos sobre a atividade produtiva, a capacidade de investimento das empresas e a criação de oportunidades econômicas.
Durante o encontro em Brasília, Cassiano Pereira destacou a importância de construir uma agenda consistente para 2027, capaz de apresentar propostas e soluções para os desafios enfrentados pela indústria brasileira.
“A consolidação de uma agenda forte para 2027 é indispensável. Não se trata apenas de defender o setor industrial, mas de apresentar ao Congresso caminhos sólidos para que o Brasil e, especialmente, a região Nordeste voltem a crescer com competitividade e geração de empregos”, enfatizou o presidente da FIEPB.
A declaração evidencia uma preocupação que ultrapassa os interesses das empresas. O fortalecimento da indústria tem potencial para movimentar diferentes áreas da economia, desde a contratação de trabalhadores até a aquisição de matérias-primas, a prestação de serviços e o desenvolvimento de fornecedores locais.
Quando o setor industrial encontra condições favoráveis para investir e ampliar sua produção, os efeitos podem alcançar pequenos negócios, profissionais autônomos e municípios que dependem da atividade econômica para sustentar suas receitas e oportunidades de emprego.
Nordeste busca ampliar sua participação no desenvolvimento nacional
A atuação de Cassiano Pereira à frente da FIEPB e da Associação Nordeste Forte também coloca em evidência a importância de ampliar a participação da região Nordeste nas decisões que influenciam a economia brasileira.
A região possui potencial produtivo em diferentes áreas, incluindo energia, mineração, indústria de transformação, construção civil e atividades ligadas à infraestrutura. Entretanto, a ampliação desse potencial depende de fatores como investimentos, qualificação profissional, logística eficiente, segurança jurídica e acesso a mercados.
Nesse contexto, a articulação institucional pode contribuir para que as necessidades regionais sejam consideradas na elaboração de políticas econômicas e na discussão de projetos de lei.
A presença de representantes da indústria paraibana em fóruns nacionais permite acompanhar mudanças regulatórias, defender medidas de interesse regional e estabelecer diálogo com outras entidades do setor produtivo.
O desafio é transformar essas discussões em iniciativas concretas, capazes de melhorar as condições para a instalação de empresas, estimular a modernização industrial e criar oportunidades para os trabalhadores.
A construção de uma agenda nacional que considere as diferenças entre as regiões brasileiras pode ajudar a ampliar a competitividade e favorecer uma distribuição mais equilibrada dos investimentos e das oportunidades econômicas.
Mineração e neoindustrialização entram no debate
Além de presidir a FIEPB e a Associação Nordeste Forte, Cassiano Pereira representou o Conselho Temático de Mineração (Comin) da CNI, do qual é vice-presidente.
Em sua participação, ele destacou a importância estratégica da mineração para o desenvolvimento industrial brasileiro e para o aproveitamento das oportunidades existentes no mercado internacional.
“A indústria está no centro da nova dinâmica produtiva global. O Brasil pode aproveitar cada vez mais de suas vantagens no mercado internacional da mineração, bem como induzir seu processo de neoindustrialização”, explicou Cassiano Pereira.
A discussão sobre mineração ganha relevância diante da demanda mundial por matérias-primas utilizadas em diferentes cadeias produtivas, incluindo a fabricação de equipamentos, a infraestrutura e tecnologias relacionadas à transição energética.
O Brasil possui recursos minerais importantes, mas ampliar os benefícios econômicos dessa atividade exige planejamento, investimentos, inovação e responsabilidade socioambiental. Também envolve a capacidade de agregar valor aos recursos naturais, fortalecer a transformação industrial e desenvolver fornecedores nacionais.
Nesse cenário, a neoindustrialização representa a busca por uma indústria mais moderna, produtiva e integrada às novas tecnologias. A proposta envolve aumentar a eficiência dos processos, estimular a inovação e fortalecer a participação brasileira em cadeias de maior valor agregado.
Para estados como a Paraíba, a discussão pode abrir espaço para avaliar oportunidades relacionadas aos recursos minerais, à transformação de matérias-primas e à criação de novos negócios, sempre considerando a viabilidade econômica e o cumprimento das normas ambientais.
O fortalecimento dessas atividades depende, entre outros fatores, de políticas que incentivem investimentos produtivos, pesquisa, desenvolvimento tecnológico e formação de profissionais qualificados.
CNI alerta para desafios da próxima legislatura
O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Ricardo Alban, também ressaltou a importância do trabalho de articulação diante dos desafios previstos para 2027.
Segundo Alban, o próximo período deverá exigir atenção especial em razão de uma nova legislatura e da discussão de reformas importantes. Nesse contexto, a indústria precisará desenvolver estratégias para defender suas prioridades e contribuir com propostas para o país.
O dirigente também chamou a atenção para a necessidade de enfrentar questões relacionadas aos gastos públicos e à capacidade de promover crescimento econômico sustentável.
“Vamos continuar a nossa luta pela indústria, contribuindo com soluções para o Legislativo. Precisamos de um país forte, pois sem crescimento econômico é impossível manter desenvolvimento social”, pontuou Ricardo Alban.
A declaração reforça a relação entre atividade econômica e políticas sociais. Uma economia com maior capacidade produtiva pode favorecer a criação de empregos, ampliar a arrecadação e contribuir para o financiamento de serviços públicos.
Ao mesmo tempo, a discussão sobre as contas públicas exige equilíbrio entre responsabilidade fiscal, investimentos e políticas voltadas à redução das desigualdades. As decisões tomadas pelo Congresso podem influenciar diretamente os custos das empresas, o consumo das famílias e o ritmo de crescimento econômico.
Por essa razão, a Agenda Legislativa da Indústria busca organizar as principais demandas do setor e estabelecer prioridades para o diálogo com os parlamentares ao longo do próximo ano.
Mais de 180 representantes participam da elaboração
A construção da 32ª edição da Agenda Legislativa da Indústria começou com a participação de mais de 180 representantes de federações estaduais das indústrias e de associações setoriais, reunidos pela CNI em Brasília.
A mobilização demonstra a dimensão nacional do processo e a intenção de reunir diferentes perspectivas na definição das prioridades do setor.
O documento será lançado oficialmente em 30 de março de 2027, conforme o calendário informado. Até lá, a elaboração deverá consolidar os temas considerados estratégicos pelas entidades participantes.
A expectativa é que a agenda funcione como uma referência para acompanhar as propostas em tramitação no Legislativo e orientar a atuação institucional da indústria ao longo do ano.
Mais do que apresentar reivindicações empresariais, o processo representa uma oportunidade de discutir medidas que contribuam para um ambiente econômico mais favorável à produção, à inovação e ao desenvolvimento regional.
Participação da Paraíba fortalece o diálogo institucional
A presença de Cassiano Pereira na construção da Agenda Legislativa de 2027 destaca a importância da participação das entidades paraibanas nos debates nacionais sobre o futuro da indústria.
O resultado desse trabalho dependerá da capacidade de transformar prioridades em propostas viáveis e de manter um diálogo permanente entre o setor produtivo e os representantes políticos.
Para a Paraíba e o Nordeste, o desafio é ampliar as condições para que o crescimento industrial se traduza em investimentos, empregos qualificados e novas oportunidades para a população.
A elaboração da agenda abre uma etapa de articulação que poderá influenciar discussões importantes no Congresso Nacional durante o próximo ano.
O JRTNews acompanha as iniciativas que envolvem o desenvolvimento econômico da Paraíba e destaca a relevância do diálogo entre instituições, empresas e poder público para a construção de caminhos que fortaleçam a economia, valorizem os trabalhadores e ampliem as oportunidades para a sociedade.
















