Dados revelam que violência de gênero segue elevada e atinge diferentes regiões da Paraíba em 2026

A Paraíba contabilizou 12 casos de feminicídio entre janeiro e maio de 2026, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O levantamento revela ainda outras 12 tentativas de feminicídio no mesmo período, evidenciando a persistência da violência de gênero no estado.

Os crimes registrados ocorreram em diferentes regiões da Paraíba, incluindo os municípios de João Pessoa, Arara, Itapororoca, Conceição, Guarabira, Desterro, Baía da Traição, Lagoa Seca e Piancó.

Meses mais violentos foram janeiro e março

De acordo com o levantamento, janeiro foi o mês com maior número de ocorrências, somando quatro feminicídios. Em seguida, março registrou três casos. Os demais episódios foram distribuídos ao longo dos meses seguintes, reforçando a continuidade da violência ao longo do ano.

Além dos casos consumados, a Paraíba também registrou 12 tentativas de feminicídio no período analisado. As ocorrências foram registradas em municípios como João Pessoa, Campina Grande, Cabedelo, Monteiro, Pombal, entre outros.

Violência segue tendência de alta no país

Os dados estaduais acompanham uma tendência nacional preocupante. Em 2025, o Brasil registrou mais de 1.470 feminicídios entre janeiro e dezembro, o maior número já contabilizado desde o início da série histórica, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O total supera o recorde anterior de 1.464 casos registrados em 2024, evidenciando que a violência contra a mulher permanece como um dos principais desafios de segurança pública no país.

Redes de apoio e canais de denúncia

Autoridades reforçam a importância da denúncia como ferramenta essencial para a proteção de mulheres em situação de risco e para a prevenção de novos crimes.

Casos de feminicídio, tentativas de feminicídio, estupro e outras formas de violência contra a mulher podem ser denunciados pelos seguintes canais:

  • 197 – Disque Denúncia da Polícia Civil
  • 180 – Central de Atendimento à Mulher
  • 190 – Polícia Militar (em casos de emergência)

As ligações são gratuitas e podem ser feitas de forma anônima.

Desafio permanente

Especialistas destacam que o enfrentamento à violência de gênero exige ações integradas entre poder público, sistema de justiça e sociedade civil, além de políticas de prevenção, acolhimento e proteção às vítimas.

Enquanto os números seguem elevados, o tema reforça a necessidade de atenção contínua e fortalecimento das redes de apoio às mulheres em todo o estado.