A China voltou a enfrentar uma grave situação climática neste sábado (11), quando o tufão Bavi atingiu o país, tornando-se o segundo fenômeno do tipo a alcançar o território chinês em menos de uma semana. Diante do risco de fortes ventos, chuvas intensas e possíveis inundações, aproximadamente 2 milhões de pessoas precisaram deixar suas casas por medida de segurança.

Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, o tufão chegou a impressionantes mil quilômetros de largura e tocou o solo pela primeira vez na cidade costeira de Taizhou. As autoridades chinesas mobilizaram uma ampla operação preventiva para reduzir os riscos à população.

O Bavi teve origem no Oceano Pacífico como um supertufão, atingindo Guam e as Ilhas Marianas do Norte na última segunda-feira (6). Na ocasião, registrou ventos de até 290 km/h. Ao avançar em direção ao continente asiático, perdeu parte da intensidade, mas ainda chegou à costa chinesa com ventos de aproximadamente 144 km/h, mantendo potencial para causar danos significativos.

As previsões meteorológicas indicam que o sistema deve atingir a região próxima à cidade de Wenzhou, que possui cerca de 10 milhões de habitantes, nas primeiras horas deste domingo (12).

Evacuações em massa e suspensão de serviços

A agência estatal chinesa Xinhua informou que mais de 1,7 milhão de pessoas foram evacuadas na província de Zhejiang, uma das áreas mais ameaçadas pela passagem do tufão. Outras centenas de milhares de moradores também deixaram suas residências nas províncias vizinhas de Fujian e Pequim, além de milhares de pessoas em Xangai.

Como medida preventiva, autoridades suspenderam aulas, atividades comerciais, transporte público e eventos ao ar livre em diversas cidades. Mais de 400 voos foram cancelados, assim como dezenas de serviços ferroviários.

Apesar da magnitude da tempestade, até o momento não há registro de mortes na China relacionadas diretamente à passagem do tufão.

Taiwan e Filipinas também sofrem impactos

Os efeitos do Bavi foram sentidos em outras regiões da Ásia. Em Taiwan, o governo decretou medidas de restrição e retirou mais de 14 mil pessoas de áreas consideradas de risco, principalmente em regiões montanhosas. O Corpo de Bombeiros local informou que pelo menos 87 pessoas ficaram feridas durante a passagem do fenômeno.

Já nas Filipinas, as fortes chuvas associadas à intensificação da monção de sudoeste, agravada pelo impacto do tufão, provocaram a morte de 17 pessoas. Equipes de emergência seguem monitorando áreas vulneráveis a deslizamentos e enchentes.

China ainda se recupera de outro desastre

A chegada do Bavi ocorre poucos dias após a passagem do tufão Maysak, que atingiu o sul da China e deixou um rastro de destruição. Pelo menos 39 pessoas morreram em decorrência do fenômeno, sendo a maioria das vítimas relacionada ao rompimento da represa de Liulan, na região de Guangxi.

Além disso, o Maysak também provocou a formação de tornados na província de Hubei, ampliando os danos e os desafios enfrentados pelas autoridades locais.

Com a sequência de eventos climáticos extremos, equipes de resgate, defesa civil e órgãos meteorológicos permanecem em alerta máximo, acompanhando a evolução do tufão Bavi e prestando assistência às populações afetadas.

Enquanto milhões de pessoas aguardam o retorno à normalidade, a prioridade das autoridades continua sendo proteger vidas e minimizar os impactos provocados por mais um poderoso fenômeno natural que atinge a Ásia.