O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, reforçou o compromisso da Justiça Eleitoral com a segurança, a transparência e a fidelidade da apuração dos votos às vésperas do segundo turno das Eleições Gerais de 2026. A declaração ocorre em um momento decisivo para o processo democrático brasileiro, quando milhões de eleitores se preparam para voltar às urnas neste domingo (25).
Segundo o ministro, é dever da Justiça Eleitoral garantir que cada voto registrado nas urnas eletrônicas seja contabilizado corretamente, respeitando a vontade manifestada pelos cidadãos. A declaração destaca a importância dos mecanismos de fiscalização e dos procedimentos técnicos adotados para proteger a integridade do sistema de votação.
Na véspera do segundo turno, o TSE mantém uma programação de verificações e ações de acompanhamento destinadas a reforçar a confiabilidade do processo eleitoral. Entre os procedimentos previstos está o teste de integridade das urnas, realizado com acompanhamento de representantes e observadores autorizados.
A preparação para a votação envolve diferentes etapas técnicas, desde o desenvolvimento e a fiscalização dos programas eleitorais até a verificação dos equipamentos e dos sistemas responsáveis pelo processamento dos resultados.
TSE reforça compromisso com a fidelidade dos votos
Ao falar sobre a responsabilidade da Justiça Eleitoral, Nunes Marques destacou que os eleitores devem ter confiança de que os votos depositados nas urnas serão registrados, preservados e contabilizados de maneira adequada.
A declaração reforça um dos princípios fundamentais das eleições: garantir que o resultado reflita os votos efetivamente registrados pelos cidadãos. Para isso, o sistema eleitoral brasileiro conta com procedimentos de segurança, fiscalização técnica e mecanismos de auditoria previstos nas normas eleitorais.
A confiabilidade da votação não depende de uma única medida, mas de um conjunto de procedimentos aplicados em diferentes fases do processo. Esses mecanismos incluem a inspeção dos sistemas, a assinatura digital dos programas, o armazenamento das mídias oficiais e a realização de testes destinados a verificar a integridade dos equipamentos.
O objetivo é permitir que as etapas técnicas sejam acompanhadas pelas instituições responsáveis pela fiscalização, dentro das regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.
A transparência também é importante para que a sociedade compreenda como os procedimentos funcionam e quais mecanismos são utilizados para verificar a correspondência entre os sistemas preparados para a eleição e aqueles efetivamente empregados no processo de votação.
Sistemas eleitorais passaram por assinatura digital e lacração
Uma das principais etapas de segurança das Eleições Gerais de 2026 foi concluída em 4 de setembro, quando o TSE realizou a cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais.
Na ocasião, foram geradas assinaturas digitais dos arquivos que identificam os programas utilizados no processo eleitoral. Essas identificações permitem verificar posteriormente se os sistemas correspondem às versões oficiais que passaram pelos procedimentos de inspeção e validação.
Após a assinatura digital, as mídias contendo os programas foram lacradas e armazenadas conforme os protocolos de segurança adotados pelo tribunal.
A cerimônia contou com a participação de representantes de instituições fiscalizadoras. O procedimento estabelece uma referência técnica para conferir a autenticidade dos sistemas e dificulta alterações não autorizadas nas versões oficiais.
De acordo com as explicações divulgadas pelo próprio TSE, a assinatura digital funciona como uma identificação única dos programas. Por meio dela, é possível comparar os sistemas utilizados com aqueles que foram previamente verificados e assinados.
Esse procedimento integra um ciclo mais amplo de fiscalização, que inclui outras oportunidades de acompanhamento e auditoria durante a preparação das eleições.
Verificação técnica antecede a votação
Na véspera do segundo turno, o TSE mantém ações voltadas à verificação da integridade dos equipamentos e à preparação para a votação. A agenda oficial do presidente da Corte prevê atividades relacionadas ao teste de integridade das urnas neste sábado (24).
Esses procedimentos buscam verificar se os equipamentos e sistemas estão aptos a funcionar de acordo com as regras estabelecidas para o pleito.
O teste de integridade é uma das ferramentas utilizadas para conferir o funcionamento das urnas eletrônicas. A atividade segue procedimentos próprios e pode ser acompanhada por representantes autorizados, conforme as regras da Justiça Eleitoral.
A fiscalização busca assegurar que os equipamentos utilizados no processo eleitoral funcionem de acordo com os parâmetros técnicos estabelecidos, contribuindo para a transparência e a possibilidade de auditoria.
É importante distinguir essa etapa da cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas, realizada anteriormente, em setembro. Embora sejam procedimentos relacionados à segurança eleitoral, eles possuem finalidades e momentos diferentes dentro do calendário de preparação do pleito.
O que é a zerésima e qual sua importância?
Outro procedimento importante no processo eleitoral é a emissão da chamada zerésima. O documento comprova que o banco de dados de totalização está sem votos registrados antes do início da apuração.
Na prática, a zerésima funciona como um registro inicial que demonstra que o sistema de totalização começa a votação sem resultados previamente contabilizados para os cargos correspondentes.
O procedimento faz parte das medidas de verificação adotadas pela Justiça Eleitoral antes da abertura das urnas e contribui para documentar o estado inicial do sistema.
Nas seções eleitorais, as urnas eletrônicas também emitem um relatório próprio antes do início da votação, comprovando que não existem votos registrados naquele equipamento. Esse documento permite que mesários e fiscais acompanhem uma etapa importante da preparação da seção.
A emissão desses relatórios ajuda a estabelecer um ponto de referência para os procedimentos posteriores, incluindo o registro dos votos e a divulgação dos resultados.
A zerésima, entretanto, não substitui os demais mecanismos de fiscalização. Ela integra um conjunto de controles técnicos que atuam em diferentes momentos do processo eleitoral.
Eleitores voltam às urnas neste domingo
O segundo turno das Eleições Gerais de 2026 será realizado neste domingo (25). Os eleitores das localidades em que a disputa não foi definida no primeiro turno voltarão às urnas para escolher seus representantes nos cargos ainda em disputa.
Na eleição presidencial, a votação definirá quem ocupará a Presidência da República pelos próximos quatro anos. Em cinco estados e no Distrito Federal, o eleitorado também escolherá governador, conforme as disputas que chegaram ao segundo turno.
A votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, conforme o calendário oficial da Justiça Eleitoral.
Para o eleitor, é importante conferir antecipadamente o local de votação, organizar os documentos necessários e observar as orientações divulgadas pelo TSE e pelos tribunais regionais eleitorais.
A Justiça Eleitoral também disponibiliza canais oficiais para consulta de informações sobre a votação e acompanhamento da apuração.
Transparência e fiscalização fazem parte do processo democrático
A segurança eleitoral envolve procedimentos técnicos, fiscalização institucional e transparência nas etapas de preparação, votação e totalização dos resultados. A declaração de Nunes Marques reforça a responsabilidade atribuída à Justiça Eleitoral de assegurar que os votos sejam contabilizados de acordo com os registros realizados nas urnas.
O processo inclui a preparação dos sistemas, a assinatura digital e a lacração das versões oficiais, os testes de integridade e os procedimentos adotados antes da abertura das seções eleitorais.
Essas medidas são complementares e têm a finalidade de permitir a verificação dos equipamentos e dos sistemas utilizados no pleito.
Com a votação marcada para este domingo, o TSE mantém as ações de preparação e acompanhamento para que o segundo turno ocorra conforme as regras eleitorais.
A expectativa é que os eleitores possam exercer o direito ao voto com tranquilidade e que a apuração seja conduzida de acordo com os procedimentos oficiais, respeitando a vontade expressa nas urnas.
A declaração do presidente do tribunal coloca em evidência a importância da confiança pública no processo eleitoral, construída por meio de regras, fiscalização, verificações técnicas e divulgação transparente das informações sobre a votação e os resultados.
Fontes: Tribunal Superior Eleitoral (TSE), incluindo informações oficiais sobre a assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais, o calendário das Eleições 2026 e os procedimentos de verificação. <Link url=”https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Setembro/sistemas-das-eleicoes-gerais-de-2026-sao-assinados-digitalmente-e-lacrados-pelo-tse” title=”Leia sobre a lacração dos sistemas eleitorais”/> e <Link url=”https://www.tse.jus.br/eleicoes/calendario-eleitoral” title=”consulte o calendário eleitoral oficial”/>.














