Tremor é considerado um dos mais fortes das últimas décadas no país; dezenas de pessoas seguem desaparecidas e equipes de resgate continuam as buscas entre os escombros

As Filipinas enfrentam uma das maiores tragédias naturais das últimas décadas após um forte terremoto de magnitude 7,8 atingir o país na última segunda-feira (8). O número de mortos subiu para 46, enquanto pelo menos 17 pessoas seguem desaparecidas, segundo informações divulgadas pelas autoridades locais.

Equipes de resgate continuam trabalhando em meio aos escombros na tentativa de localizar sobreviventes e recuperar corpos. Grande parte das vítimas morreu soterrada após o desabamento de edifícios e em consequência de deslizamentos de terra provocados pela força do tremor. O corpo encontrado mais recentemente estava sob os destroços de um supermercado que desabou durante o terremoto.

Os danos causados pela tragédia são extensos. Uma avaliação preliminar aponta que cerca de 2,5 mil residências foram afetadas, além de mais de 100 prédios públicos que sofreram algum tipo de destruição ou comprometimento estrutural. O impacto também atingiu a infraestrutura de transporte, levando ao fechamento do Aeroporto Internacional de General Santos e ao cancelamento de dezenas de voos.

Especialistas classificam o tremor como um dos mais fortes registrados no arquipélago filipino nas últimas décadas. De acordo com análises iniciais, este foi o terremoto mais intenso a atingir o país desde 1976, quando um abalo sísmico de magnitude 8,1 provocou um tsunami devastador que deixou cerca de 8 mil mortos.

Enquanto famílias buscam notícias de parentes desaparecidos, autoridades seguem mobilizadas para prestar assistência às vítimas e avaliar a extensão total dos prejuízos. A tragédia reacende o alerta sobre a vulnerabilidade das Filipinas a desastres naturais, já que o país está localizado no chamado “Círculo de Fogo do Pacífico”, uma das regiões de maior atividade sísmica do planeta.