Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) determinaram, nesta segunda-feira (6), que os presidentes de sete Tribunais de Justiça prestem esclarecimentos, no prazo de 48 horas, sobre o pagamento dos chamados “penduricalhos” — verbas indenizatórias e adicionais que podem elevar a remuneração de magistrados acima do teto constitucional.
A decisão foi assinada pelos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino, após a divulgação de uma reportagem que apontou possíveis pagamentos em desacordo com o entendimento firmado pelo STF em março deste ano.
Pagamentos podem ter chegado a R$ 495 mil
Segundo a reportagem publicada pela Folha de S.Paulo, alguns tribunais estaduais teriam autorizado pagamentos de verbas remuneratórias e indenizatórias que, somadas, chegaram a até R$ 495 mil em determinados casos, ultrapassando o limite constitucional.
O Supremo havia definido, em julgamento realizado no dia 25 de março de 2026, regras para restringir esse tipo de pagamento, buscando impedir que benefícios extras fossem utilizados para superar o teto salarial do funcionalismo público.
Tribunais intimados
A determinação foi encaminhada aos presidentes dos Tribunais de Justiça das seguintes unidades da federação:
- Distrito Federal;
- Goiás;
- Maranhão;
- Paraná;
- Rio de Janeiro;
- Rio Grande do Norte;
- Rondônia.
Todos deverão encaminhar as informações exigidas pelo STF dentro do prazo estabelecido.
Dados exigidos pelo Supremo
Os ministros determinaram que os tribunais apresentem informações detalhadas sobre os pagamentos realizados a:
- Magistrados da ativa;
- Magistrados aposentados;
- Pensionistas.
Os dados devem abranger os meses de abril, maio, junho e julho de 2026, incluindo:
- Valores pagos individualmente;
- Discriminação das verbas remuneratórias e indenizatórias;
- Cópias das folhas de pagamento referentes ao período.
Descumprimento pode gerar afastamento
Nos despachos, os ministros alertam que o não cumprimento da determinação poderá resultar em afastamento imediato do cargo de direção dos responsáveis pelos tribunais, além da abertura de procedimentos nas esferas penal, civil e disciplinar.
A medida reforça a fiscalização do STF sobre o cumprimento das regras que limitam a remuneração no Poder Judiciário e busca garantir maior transparência na concessão de benefícios e verbas indenizatórias aos magistrados.
















