UNINASSAU reforça o compromisso com a inclusão e a transformação social ao prorrogar até 7 de setembro as inscrições para uma iniciativa que oferece 100 bolsas de estudo gratuitas destinadas a mulheres vítimas de violência de gênero em situação de vulnerabilidade social e econômica. A oportunidade contempla 50 bolsas para cursos de graduação e outras 50 para pós-graduação, todas na modalidade de Ensino a Distância (EaD).
A oportunidade contempla 50 bolsas para cursos de graduação e outras 50 para cursos de pós-graduação, todas na modalidade de Ensino a Distância (EaD). A medida amplia o tempo disponível para que instituições que trabalham diretamente com mulheres em situação de vulnerabilidade possam realizar o cadastramento e encaminhar candidatas interessadas.
Além de representar uma oportunidade de formação acadêmica, a iniciativa busca contribuir para que mulheres possam ampliar suas possibilidades profissionais e conquistar maior autonomia por meio da educação.
Prazo foi ampliado
Inicialmente, as instituições responsáveis pelo acolhimento e atendimento das mulheres tinham um prazo específico para participar do processo. Com a prorrogação, tanto o cadastramento das instituições quanto a inscrição das candidatas poderão ser realizados até 7 de setembro.
A extensão do prazo permite que mais mulheres tenham acesso à informação e possam participar da seleção.
A expectativa é de que a medida também fortaleça a rede de instituições que atuam diretamente na proteção e no atendimento às vítimas de violência de gênero.
O resultado final do processo seletivo está previsto para ser divulgado em 22 de setembro.
Todas as etapas, critérios e documentos exigidos podem ser consultados no edital da iniciativa.
Quem pode participar
As bolsas são destinadas a mulheres vítimas de violência de gênero que estejam em situação de vulnerabilidade social e econômica.
Um dos diferenciais do processo é que as candidatas não realizam a inscrição de forma isolada desde o início. O encaminhamento precisa ser feito por instituições que atuam na rede de proteção e atendimento às mulheres.
Entre as instituições que podem participar estão os Centros de Referência da Mulher, CREAS, CRAS, Casas Abrigo, secretarias municipais e estaduais, organizações da sociedade civil, instituições de assistência social e núcleos de acolhimento e proteção à mulher.
Essa estratégia busca fazer com que as oportunidades cheguem justamente às pessoas que estão sendo acompanhadas por serviços especializados.
Para muitas mulheres que passam por situações de violência, o acesso à educação pode ser prejudicado por dificuldades financeiras, emocionais e familiares. A possibilidade de cursar uma graduação ou uma especialização gratuitamente pode, portanto, representar uma ferramenta importante para reconstruir projetos pessoais e profissionais.
Como funciona o processo de inscrição
As instituições interessadas em participar precisam realizar um cadastro eletrônico e apresentar os documentos solicitados no processo.
Após a análise e validação do cadastro, as instituições recebem um código específico que permite o encaminhamento das candidatas.
Na etapa seguinte, as mulheres indicadas pelas instituições podem realizar a própria inscrição por meio de formulário eletrônico.
Nesse momento, será necessário apresentar documentação pessoal, além de comprovantes relacionados à renda e à situação socioeconômica.
O processo seletivo envolve análise documental e análise socioeconômica.
As candidatas também deverão participar de uma segunda etapa, que inclui a elaboração de uma redação.
A seleção, portanto, considera não apenas os documentos apresentados, mas também as condições socioeconômicas das participantes.
21 opções de graduação
As mulheres selecionadas poderão escolher entre 21 cursos de graduação disponibilizados pela iniciativa.
A variedade de opções busca atender diferentes interesses e projetos profissionais.
Para quem ainda não possui uma formação de nível superior, uma bolsa de graduação pode representar uma mudança significativa na trajetória profissional.
O Ensino a Distância também pode facilitar o acesso de mulheres que precisam conciliar os estudos com trabalho, cuidados familiares ou outras responsabilidades.
A flexibilidade proporcionada pela modalidade EaD pode ser especialmente importante para pessoas que enfrentam dificuldades para frequentar diariamente uma instituição de ensino presencial.
Mais de 120 opções de pós-graduação
Para mulheres que já possuem uma graduação, a iniciativa também disponibiliza oportunidades de continuidade dos estudos.
São mais de 120 especializações e MBAs que poderão ser escolhidos pelas candidatas contempladas com as bolsas de pós-graduação.
A formação continuada pode ajudar profissionais a ampliar conhecimentos, atualizar competências e buscar novas oportunidades no mercado de trabalho.
Dessa forma, o projeto contempla diferentes momentos da trajetória acadêmica: tanto mulheres que desejam iniciar uma graduação quanto aquelas que já concluíram o ensino superior e procuram avançar na carreira.
Educação como instrumento de autonomia
A proposta da iniciativa vai além da concessão de bolsas.
Segundo a Ser Educacional, o objetivo é utilizar a educação como uma ferramenta para contribuir com a retomada da autonomia pessoal e profissional das mulheres atendidas.
Para quem viveu uma situação de violência, reconstruir a própria vida pode envolver diversos desafios.
Em muitos casos, a dependência financeira pode dificultar o rompimento de ciclos de violência e limitar as possibilidades de recomeço.
Nesse contexto, o acesso à educação e à qualificação profissional pode abrir novas perspectivas.
Uma graduação ou uma pós-graduação não resolve, sozinha, todos os problemas enfrentados por uma mulher em situação de violência, mas pode contribuir para ampliar suas possibilidades de inserção profissional, independência financeira e construção de novos projetos.
Iniciativa integra programas sociais
As bolsas fazem parte dos programas EaD Social e Ser Mulher, desenvolvidos pela Ser Educacional.
O EaD Social tem como proposta democratizar o acesso ao ensino superior e à formação continuada, oferecendo oportunidades educacionais para pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica.
Já o programa Ser Mulher possui uma atuação direcionada à prevenção e ao enfrentamento da violência contra as mulheres.
A iniciativa reúne ações relacionadas à formação profissional, treinamento, capacitação, sensibilização, mobilização social, orientação e acolhimento.
A união dessas duas frentes coloca a educação como parte de uma estratégia mais ampla de inclusão social.
Rede de proteção tem papel fundamental
A participação das instituições que fazem parte da rede de proteção é considerada fundamental para que a iniciativa alcance as mulheres que mais precisam.
Centros de referência, serviços de assistência social, casas de acolhimento e organizações especializadas possuem contato direto com mulheres que enfrentam situações de violência e vulnerabilidade.
Por isso, esses espaços podem identificar possíveis candidatas e orientá-las sobre a oportunidade.
A prorrogação do prazo até 7 de setembro oferece mais alguns dias para que essas instituições façam o cadastramento, reúnam a documentação necessária e encaminhem as mulheres interessadas.
Oportunidade para reconstruir caminhos
Para Adriane Mendes, gerente de Governança Ambiental e Social da Ser Educacional, ampliar o prazo significa aumentar o alcance da iniciativa.
Segundo ela, a medida fortalece a rede de apoio e busca oferecer oportunidades concretas de transformação por meio da educação.
A proposta é fazer com que o acesso ao ensino superior seja também uma ferramenta de reconstrução.
Em vez de enxergar essas mulheres apenas pela experiência de violência que enfrentaram, o projeto procura contribuir para que elas possam olhar para o futuro e construir novos caminhos.
Serviço
O que: 100 bolsas gratuitas para mulheres vítimas de violência de gênero em situação de vulnerabilidade social e econômica.
Quantidade: 50 bolsas de graduação e 50 bolsas de pós-graduação.
Modalidade: Ensino a Distância (EaD).
Opções: 21 cursos de graduação e mais de 120 especializações e MBAs.
Prazo para inscrição: até 7 de setembro de 2026.
Resultado final previsto: 22 de setembro de 2026.
Quem pode encaminhar: instituições da rede de acolhimento, proteção e atendimento às mulheres, como CRAS, CREAS, Centros de Referência da Mulher, Casas Abrigo, secretarias públicas, organizações da sociedade civil e instituições de assistência social.
As interessadas devem procurar uma instituição participante da rede de proteção para receber orientação sobre o encaminhamento e as etapas da inscrição.
Em um cenário em que muitas mulheres ainda enfrentam obstáculos para romper ciclos de violência e conquistar independência, iniciativas que unem acolhimento, qualificação e acesso à educação podem representar uma oportunidade concreta de recomeço.
A prorrogação das inscrições permite que mais mulheres sejam alcançadas e tenham a possibilidade de transformar conhecimento em novas perspectivas para suas vidas.
Mais do que uma bolsa de estudos, a proposta representa a chance de voltar a fazer planos, recuperar a confiança e construir, por meio da educação, um caminho de maior autonomia.















