Dados do IBGE apontam que o varejo da Paraíba acumulou alta de 2,3% em 2026, acima do Brasil. Porém, o mês de abril acendeu o alerta com queda de 1,9%.

O comércio varejista da Paraíba segue demonstrando força em 2026 e mantém desempenho superior à média nacional. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), mostram que o estado acumulou crescimento de 2,3% no volume de vendas entre janeiro e abril deste ano, superando o índice nacional de 2,0% registrado no mesmo período.

O resultado reforça a importância do setor para a economia paraibana e evidencia a capacidade de consumo da população ao longo dos primeiros meses do ano. No entanto, os números também apontam sinais de desaceleração no curto prazo.

Após três meses consecutivos de crescimento, o varejo paraibano registrou queda de 1,9% no volume de vendas em abril na comparação com março. O desempenho colocou o estado entre as maiores retrações do país no período. Apesar disso, o movimento acompanhou uma tendência observada em âmbito nacional, já que o comércio brasileiro também apresentou recuo de 1,5% no mesmo intervalo.

Os números mostram uma mudança no ritmo do setor ao longo do ano. Em janeiro, o comércio paraibano avançou 1,0%. Em fevereiro, o crescimento acelerou para 2,0%. Em março, a alta foi mais moderada, chegando a 0,5%. Já em abril, ocorreu a interrupção do ciclo positivo com a retração de 1,9%.

Na comparação com abril de 2025, o volume de vendas no estado apresentou queda de 1,6%, resultado que contrasta com a média nacional, que registrou crescimento de 1,0% no mesmo indicador.

Desempenho continua forte no longo prazo

Apesar da redução observada em abril, os dados de longo prazo indicam que o comércio paraibano permanece em trajetória positiva. No acumulado dos últimos 12 meses, o estado registrou crescimento de 3,6% no volume de vendas, desempenho significativamente superior à média brasileira, que ficou em 1,5%.

O resultado coloca a Paraíba entre os dez estados com melhor desempenho do país e reforça o protagonismo da região Nordeste no fortalecimento do setor varejista. Estados como Rio Grande do Norte, Amapá e Pernambuco aparecem entre os destaques nacionais no período.

Consumidores gastam mais, mesmo com menor ritmo de vendas

Outro dado relevante do levantamento está relacionado à receita nominal de vendas, que mede o valor efetivamente movimentado no comércio sem descontar a inflação. Na Paraíba, a receita acumulada no primeiro quadrimestre cresceu 4,5%, índice superior ao avanço de 2,3% observado no volume físico de mercadorias comercializadas.

A diferença entre os dois indicadores revela o impacto dos preços sobre o consumo. Na prática, os consumidores estão desembolsando mais dinheiro nas compras, mesmo quando a quantidade de produtos adquiridos cresce em ritmo menor.

Especialistas apontam que esse cenário reflete tanto a resistência do mercado varejista paraibano quanto os efeitos das variações de preços que continuam influenciando o comportamento dos consumidores.

Mesmo diante da desaceleração registrada em abril, os números mostram que o comércio da Paraíba mantém uma base sólida de crescimento e segue como um dos destaques da economia estadual em 2026, contribuindo para a geração de empregos, renda e movimentação dos negócios em diversas regiões do estado.