O Governo de São Paulo ampliará, a partir desta segunda-feira (3), a campanha de vacinação contra o sarampo após a confirmação do 15º caso da doença no estado em 2026. Dos 18 registros confirmados em todo o Brasil neste ano, a maioria foi identificada em território paulista, acendendo um alerta para as autoridades de saúde.
Além da capital, os casos também foram registrados nos municípios de Guarulhos e São Bernardo do Campo, que serão os principais focos da nova mobilização de imunização.
A Secretaria de Estado da Saúde reforça que a vacinação é a forma mais eficaz de prevenir o sarampo e evitar a circulação do vírus, especialmente diante do aumento de casos.
Doença é altamente contagiosa
O sarampo é uma infecção viral transmitida pelo ar por meio de gotículas eliminadas quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala. O vírus também pode permanecer no ambiente por algum tempo, aumentando o risco de transmissão.
Embora muitas pessoas se recuperem sem complicações, a doença pode evoluir para quadros graves, principalmente em crianças pequenas, idosos e pessoas com baixa imunidade. Entre as complicações estão pneumonia, infecções no ouvido e inflamação no cérebro.
Principais sintomas
Os sintomas mais comuns do sarampo incluem:
- Febre alta;
- Tosse persistente;
- Coriza;
- Conjuntivite;
- Manchas vermelhas espalhadas pelo corpo.
Ao apresentar esses sinais, especialmente após contato com pessoas infectadas, a orientação é procurar atendimento médico e evitar contato com outras pessoas para reduzir o risco de transmissão.
Vacinação será ampliada
Como resposta ao avanço da doença, o governo paulista recomendou a vacinação ou revacinação de pessoas com idade entre 6 meses e 59 anos, conforme avaliação dos serviços de saúde.
A campanha será concentrada inicialmente na capital paulista, Guarulhos e São Bernardo do Campo, municípios onde já houve confirmação de casos neste ano.
A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS).
Queda da cobertura vacinal preocupa
Especialistas alertam que a redução da cobertura vacinal nos últimos anos favorece o reaparecimento de doenças que já estavam controladas no país.
Em março deste ano, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) já havia chamado atenção para o risco de reintrodução do vírus nas Américas devido à diminuição da vacinação em diversos países.
No Brasil, o primeiro caso de sarampo em 2026 foi confirmado no início de março, também no estado de São Paulo.
As autoridades de saúde reforçam que manter a caderneta de vacinação atualizada é fundamental para proteger não apenas cada indivíduo, mas também toda a comunidade, reduzindo a circulação do vírus e prevenindo novos surtos da doença.














