O mercado financeiro iniciou esta quinta-feira (6) repercutindo a mais recente decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a taxa básica de juros da economia brasileira para 14% ao ano. Com isso, o dólar abriu em queda, refletindo a expectativa dos investidores diante do novo cenário econômico.

Por volta das 9h, a moeda norte-americana registrava desvalorização de 0,24%, sendo negociada a R$ 5,1160. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, tiveram início às 10h, em meio à expectativa pela divulgação de indicadores econômicos e balanços corporativos.

Copom realiza quarto corte consecutivo da Selic

Na quarta-feira (5), o Banco Central anunciou a quarta redução consecutiva da taxa Selic, que passou de 14,25% para 14% ao ano, alcançando o menor patamar desde março de 2025.

A decisão foi unânime entre os membros do Copom e, segundo o comunicado oficial, busca manter a inflação sob controle, estimular a atividade econômica e favorecer a geração de empregos, sempre observando a evolução dos indicadores econômicos.

O Banco Central ressaltou que as próximas decisões dependerão do comportamento da inflação, da atividade econômica e do cenário internacional, mantendo uma postura de cautela diante das incertezas globais.

Cenário internacional segue no radar

Além da política monetária brasileira, investidores acompanham atentamente os desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã sobre o futuro do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.

Autoridades iranianas afirmaram ter avançado em um entendimento com Omã para a administração conjunta da passagem marítima, enquanto o presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que um acordo pode ser anunciado nos próximos dias.

A expectativa em torno das negociações influenciou diretamente o mercado de energia.

Na manhã desta quinta-feira:

  • O petróleo Brent, referência internacional, subia cerca de 1,06%, cotado a US$ 80,29 por barril;
  • O WTI, referência nos Estados Unidos, avançava aproximadamente 0,88%, negociado a US$ 75,88.

Agenda econômica movimenta investidores

O mercado também acompanha uma série de indicadores importantes ao longo do dia.

Nos Estados Unidos, os investidores aguardam dados sobre pedidos de seguro-desemprego e produtividade da economia.

No Brasil, os destaques ficam para:

  • Divulgação da balança comercial de julho;
  • Resultados financeiros da Petrobras e de outras grandes empresas;
  • Repercussão dos próximos passos da política monetária após a redução da Selic.

Mercado observa próximos movimentos

A expectativa predominante entre analistas é de que o Banco Central continue monitorando atentamente o comportamento da inflação antes de promover novos cortes nos juros. As projeções atuais indicam a possibilidade de mais uma redução da Selic até o fim do ano, caso o cenário econômico permaneça favorável.

Enquanto isso, fatores externos — especialmente os relacionados ao Oriente Médio, ao preço do petróleo e às decisões do banco central dos Estados Unidos — continuam exercendo forte influência sobre os mercados globais e sobre o comportamento do câmbio no Brasil.