A Polícia Militar da Paraíba registrou 48 ocorrências relacionadas a crimes eleitorais durante o primeiro turno das Eleições 2026, realizado no domingo (4). Ao todo, 42 pessoas foram presas em diferentes municípios do estado durante as ações de fiscalização e segurança realizadas ao longo do dia de votação.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (5) pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), com base nas informações repassadas pelas forças de segurança. Segundo a Polícia Militar, os registros contabilizados ocorreram até as 18h45 do domingo, período que concentrou a maior movimentação de eleitores nas seções eleitorais.

As ocorrências foram registradas em diferentes regiões da Paraíba, incluindo municípios do Sertão e do interior, além da capital João Pessoa. Entre as cidades citadas estão Teixeira, Piancó, Bonito de Santa Fé, São José de Piranhas, Cacimba de Dentro, Frei Martinho e João Pessoa.

O balanço mostra que, apesar da mobilização das forças de segurança para garantir a tranquilidade durante o processo eleitoral, diversas situações de desrespeito às regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral foram identificadas ao longo do primeiro turno.

Fiscalização acompanhou movimentação nas cidades

Durante o período de votação, a Polícia Militar atuou no patrulhamento de áreas próximas aos locais de votação e no atendimento de ocorrências comunicadas pelas equipes responsáveis pela fiscalização.

A presença das forças de segurança teve como objetivo garantir que os eleitores pudessem exercer o direito ao voto com segurança, além de impedir práticas capazes de comprometer a normalidade do processo eleitoral.

Entre as ocorrências registradas estão casos de divulgação irregular de propaganda eleitoral, boca de urna, corrupção eleitoral, uso de telefone celular na cabine de votação, desobediência eleitoral, desordem do trabalho eleitoral, divulgação de informações falsas e transporte ilegal de eleitores.

Cada uma dessas condutas possui regras específicas previstas na legislação eleitoral e pode resultar em medidas policiais e judiciais, dependendo das circunstâncias de cada caso.

Boca de urna e propaganda irregular estão entre os registros

A boca de urna foi uma das práticas identificadas durante o domingo de votação. A conduta consiste na tentativa de influenciar a escolha do eleitor nas proximidades dos locais de votação.

A legislação eleitoral estabelece regras específicas para propaganda e manifestação de preferência política no dia da eleição, justamente para preservar a liberdade de escolha dos eleitores.

Também foram registradas ocorrências relacionadas à divulgação de propaganda eleitoral. A fiscalização busca impedir que candidatos, apoiadores ou grupos políticos utilizem mecanismos proibidos para influenciar o eleitor durante o período de votação.

As forças de segurança e os órgãos da Justiça Eleitoral atuaram para identificar situações que poderiam interferir no processo e encaminhar os casos para os procedimentos previstos.

Uso de celular na cabine também foi registrado

Outro tipo de ocorrência apontado pela Polícia Militar foi o uso de celular na cabine de votação.

O aparelho não pode ser utilizado pelo eleitor dentro da cabine, justamente para preservar o sigilo do voto. A medida também busca impedir registros que possam revelar a escolha feita pelo eleitor ou permitir qualquer forma de comprovação do voto.

Durante o primeiro turno, situações envolvendo o descumprimento dessa regra foram identificadas e encaminhadas pelas autoridades.

A orientação aos eleitores é que celulares e outros dispositivos eletrônicos sejam deixados no local indicado pelos mesários antes de o eleitor entrar na cabine. A medida contribui para preservar o sigilo e evitar problemas durante a votação.

Transporte ilegal de eleitores também aparece no balanço

Entre os registros divulgados pela Polícia Militar está ainda o transporte ilegal de eleitores.

O transporte de pessoas para votação é uma questão acompanhada de perto pelas autoridades durante os períodos eleitorais, principalmente quando há suspeita de utilização da prática para influenciar o voto ou obter vantagem política.

As equipes responsáveis pela fiscalização atuaram para verificar situações consideradas suspeitas e encaminhar os casos às autoridades competentes.

A preocupação é garantir que o eleitor possa chegar ao local de votação e exercer seu direito de maneira livre, sem pressão, constrangimento ou interferência de grupos políticos.

Crimes eleitorais foram registrados em várias regiões

O balanço da Polícia Militar demonstra que as ocorrências não ficaram concentradas em uma única área do estado.

Municípios como Teixeira, Piancó, Bonito de Santa Fé, São José de Piranhas, Cacimba de Dentro e Frei Martinho aparecem entre as cidades onde foram registradas ocorrências.

João Pessoa também teve registros durante o primeiro turno, reforçando a necessidade de manter o policiamento e a fiscalização tanto na capital quanto no interior.

A distribuição dos casos demonstra a importância de uma atuação integrada durante as eleições, especialmente em um estado com centenas de municípios e diferentes realidades locais.

42 pessoas foram presas

Ao todo, 42 pessoas foram presas durante as ocorrências registradas pela Polícia Militar até as 18h45 do domingo.

As prisões ocorreram em situações consideradas pelas autoridades como relacionadas a possíveis crimes ou irregularidades eleitorais. Após a atuação policial, os envolvidos foram encaminhados para os procedimentos cabíveis conforme cada ocorrência.

A quantidade de prisões reforça a dimensão do trabalho realizado pelas forças de segurança durante o primeiro turno.

Apesar dos números, a avaliação de cada caso depende das investigações e dos procedimentos conduzidos pelas autoridades competentes. A prisão durante uma ocorrência não significa, por si só, condenação, sendo necessário o devido andamento dos processos previstos na legislação.

Disparo de arma de fogo em João Pessoa

Durante o domingo de votação, a Polícia Militar também registrou uma ocorrência envolvendo disparos de arma de fogo nas proximidades do Instituto Federal da Paraíba (IFPB), no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa.

Um homem de 43 anos foi atingido pelos disparos e levado para o Hospital de Trauma da capital. A morte da vítima foi confirmada nesta segunda-feira (5).

Apesar de o episódio ter acontecido durante o dia de votação e nas proximidades de uma instituição onde havia movimentação relacionada ao processo eleitoral, as autoridades informaram que a ocorrência não teve relação com as eleições.

Segundo as informações divulgadas, o caso envolveu pessoas da própria comunidade e não foi classificado como uma ocorrência de natureza eleitoral.

A distinção é importante para evitar que um episódio de violência ocorrido durante o período eleitoral seja associado, sem evidências, ao processo de votação.

Segurança durante o processo eleitoral

O trabalho da Polícia Militar durante o primeiro turno fez parte de uma operação mais ampla de segurança voltada para garantir o funcionamento dos locais de votação e a tranquilidade dos eleitores.

A atuação das forças policiais é fundamental especialmente em períodos eleitorais, quando aumenta a circulação de pessoas e também a possibilidade de conflitos relacionados à disputa política.

A fiscalização busca assegurar que candidatos, partidos, eleitores e demais participantes respeitem as normas estabelecidas pela Justiça Eleitoral.

Em uma eleição, garantir a segurança não significa apenas combater crimes, mas também criar condições para que cada cidadão possa votar livremente, sem ameaças, pressão ou interferências.

Fiscalização continua sendo importante

O balanço divulgado pelo TRE-PB mostra que a fiscalização permanece necessária durante todas as etapas do processo eleitoral.

As 48 ocorrências registradas pela Polícia Militar e as 42 prisões demonstram que ainda existem situações de descumprimento das regras eleitorais, mesmo com o trabalho preventivo realizado antes e durante a votação.

Para os próximos momentos do calendário eleitoral, a orientação é que eleitores e demais envolvidos no processo permaneçam atentos às normas e utilizem os canais oficiais para denunciar possíveis irregularidades.

O objetivo é preservar a segurança, a liberdade de escolha e a legitimidade do processo democrático.

Na Paraíba, o primeiro turno terminou com dezenas de ocorrências registradas em diferentes municípios, mas as autoridades destacam que a ocorrência de crimes eleitorais não deve ser confundida com a totalidade do processo de votação.

Milhares de eleitores compareceram às urnas e exerceram seu direito ao voto. A atuação das forças de segurança, nesse contexto, teve como principal finalidade garantir que a votação acontecesse dentro das regras e que eventuais irregularidades fossem identificadas e encaminhadas às autoridades responsáveis.

O balanço divulgado nesta segunda-feira (5) representa, portanto, um retrato das ocorrências registradas até o fim da tarde do primeiro turno e deverá integrar a avaliação geral da segurança das Eleições 2026 na Paraíba.