A Primeira Turma do STF retoma, nesta terça-feira (9/9), o julgamento da chamada trama golpista, com Jair Bolsonaro e outros sete réus
Paulo Cunha Bueno, um dos advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que o ex-mandatário não vai comparecer ao julgamento na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que será retomado nesta terça-feira (9/9), por motivos de saúde.
“Não virá, ele não tem recomendação médica para isso. A saúde dele é debilitada. Ele tem uma limitação médica. Evidentemente, não poderia vir aqui por essa limitação, ainda que fosse a vontade dele”, disse na chegada ao STF.
A Primeira Turma da Corte volta, às 9h, a julgar Bolsonaro e mais sete aliados por suposta trama golpista, que tinha como intenção impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2022. A retomada da análise decisiva ocorre com o voto do relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.
Segundo Paulo Bueno, se o julgamento for “estritamente jurídico”, “não tem como” o cliente ser condenado.
Em densa análise, Moraes deve levar cerca de 4 horas para expor fatos, apontar penas ou absolvição a cada um dos oito réus. O ministro ainda responderá a questionamentos das defesas e vai deliberar sobre as chamadas preliminares, que são questões processuais a serem resolvidas.
O relator apontará as condutas de cada réu, individualmente. Cada acusado tem um papel dentro da trama golpista, conforme narra a PGR. O ministro analisará se há material probatório suficiente para condenação e se devem ser aplicados agravantes, que podem aumentar a pena. Bolsonaro, por exemplo, é apontado como líder de organização criminosa, o que pode ampliar o tempo de pena.
Todos os oito réus são acusados de atuar contra a ordem democrática. Sete integrantes do núcleo de Bolsonaro respondem a cinco crimes. Sendo que o deputado federal Alexandre Ramagem (PL) responde a três.
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