Tricolor repete problema vivido contra o Vasco e volta a falhar na marca da cal. Estadual deixa lições positivas, negativas e um caminho visível para mudanças
O vice-campeonato carioca dói. Não por ser superado pelo maior rival, mas pelo requinte de crueldade. Três meses após ser eliminado pelo Vasco na semifinal da Copa do Brasil numa disputa de pênaltis, o drama se repetiu contra o Flamengo, neste domingo, na decisão estadual. É um problema crônico do clube, que tem mais derrotas que vitórias neste cenário em sua história. Dito isso, analisar a final e a trajetória tricolor em 2026 até agora apresenta dois caminhos diferentes.
Primeiramente, sobre a final. É simplista citar apenas as cobranças, mas não há como ignorá-las. Otávio, que não costuma bater, tornou-se o responsável pela sexta cobrança. O problema maior é não ver nomes de peso como Canobbio e Martinelli se apresentarem antes do volante. Após a partida, Luis Zubeldía disse que a ordem dos batedores foi “decisão dele”. Se quis defender seus atletas, carece entender o processo. Se foi mesmo uma decisão do treinador, erro grave.
Muito porque era o momento desses nomes de peso chamarem a responsabilidade. Não faltou coragem (ou confiança depositada) para John Kennedy, por exemplo, que também errou contra o Vasco — e se redimiu agora. Disputas de pênaltis deixaram de ser loteria há algum tempo, mas, se a moeda do Fluminense cai para o lado negativo tantas vezes, é preciso prestar atenção nos detalhes.
Ao analisar os 90 minutos do jogo de domingo, os elogios merecidos que o Fluminense recebeu durante toda a campanha no Campeonato Carioca não se repetiram na final. Pesa, claro, o fato de se jogar uma decisão de 90 minutos, mas o Tricolor passou longe de apresentar sua melhor versão. Ao tentar coibir as armas do Flamengo, travou a sua própria forma de jogar.
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Fábio faz uma defesa durante a final — Foto: MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE F.C.
O Fluminense não aproveitou um Flamengo fragilizado, que vinha de dois vice-campeonatos recentes e de uma conturbada demissão de treinador. Provavelmente não encontrará um cenário tão favorável contra o mesmo rival em 2026. Mesmo nos momentos em que o adversário rubro-negro parecia nas cordas, o Tricolor não aproveitou. Pelo que as duas equipes apresentaram no Maracanã, o empate por 0 a 0 foi o resultado mais justo.
Pesa contra, mais uma vez, a falta de poder de fogo no ataque. Serna, Canobbio e John Kennedy são esforçados, mas novamente deixaram a desejar num momento-chave. A falta de eficiência, a dificuldade de gerar perigo e de construir jogo repetem o que foi visto contra o Vasco na Copa do Brasil. Juntos, os atacantes deixaram claro qual é o teto limite de desempenho.
Mas nem tudo se resume ao vice. Jemmes, contratado como aposta, teve atuação enorme contra um adversário qualificado. Foi testado em alto nível e correspondeu. Savarino, vindo do banco de reservas, mais uma vez melhorou a equipe e mostrou que a sua titularidade é questão de tempo. Apesar da ausência na lista de batedores de pênaltis, Martinelli também fez bom jogo.
Por fim, mesmo com o vice-campeonato, o torcedor do Fluminense pode ficar otimista para o decorrer da temporada. A equipe de Luis Zubeldía demonstra intensidade e tem consistência dentro e fora de casa, o que pode levar esta equipe longe. Devido às diferenças de orçamento, dificilmente um possível título não virá das Copas. Então, precisa corrigir uma rota.
Se as Copas diminuem distâncias, vence quem consegue ser mais eficiente. Em 2025, o Fluminense sofreu por falta de liderança e eficiência dos homens da frente contra Lanús e Vasco, por exemplo. Espera-se que a situação melhore com a entrada de Savarino entre os titulares. Mas é preciso mais. Passa também pela necessidade de Castillo, centroavante contratado junto ao Lanús, dar liga.
Outro ponto é a zaga. Freytes, que vive um momento ruim, não comprometeu no Fla-Flu. Mesmo assim, é sempre o ponto mais explorado defensivamente pelos adversário. Espera-se que o nível suba após a contratação de Millán. Também é um caminho de mudança após o Carioca.
O Fluminense volta a campo diante do Remo, na próxima quinta-feira, no Mangueirão. Com o Brasileirão na porta, é preciso sarar as feridas e levantar a cabeça o quanto antes.
G1
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