Técnico usa mesma escalação do Fla-Flu, vê equipe rubro-negra sobrar em campo e engatar quinta vitória seguida. Mas precisa caprichar mais nas finalizações
O placar de 2 a 0 camufla a realidade (veja os melhores momentos no vídeo acima), mas basta ir nas redes sociais do Bahia e ver os comentários dos torcedores para ter a real noção do que foi a noite de domingo no Maracanã. Sem qualquer exagero, dá para descrever como uma “goleada moral” do Flamengo. Mesmo contra o melhor visitante do Campeonato Brasileiro, que estava mais inteiro fisicamente por não ter jogado no meio da semana, a equipe rubro-negra sobrou tecnicamente e só não goleou de fato por pecar nas finalizações (e também por causa do goleiro Léo Vieira).
Foram ao todo 19 finalizações e 10 chances de gol. Logo aos cinco minutos de jogo, Lino recebeu um bolão de Pedro na área, teve a chance de chegar batendo (veja na imagem abaixo), só que permitiu o bote do zagueiro e forçou um pênalti que não aconteceu. Mas o Flamengo continuava achando passes entrelinhas, e não demorou para o gol sair. Aos 16, em bela combinação de Arrascaeta e Pedro, o camisa 9 passou pelo goleiro, ficou sem ângulo e foi inteligente ao rolar para o meia chutar.
Três minutos depois, Pedro teve uma chance de cabeça, mas só resvalou na bola e não conseguiu colocar direção. O Bahia, que foi mais conservador e assustou apenas em um lance com Erick Pulga no primeiro tempo, voltou para a etapa final com mudanças de jogadores para ficar mais ofensivo. Até teve uma oportunidade com Acevedo e uma bola de longe no travessão, mas na prática acabou dando mais campo para o Flamengo, que criou três chances claras em 10 minutos, todas com Arrascaeta: um chute defendido, outro para fora e uma cabeçada na trave.
O caminhão de oportunidades rubro-negras continuou. Aos 28, Pedro faria um golaço de letra (zero firula, foi puro recurso para tirar do zagueiro), mas a bola foi para fora. Dois minutos depois, o próprio centroavante viu o goleiro fora do gol e mandou do meio da rua, porém, Léo Vieira conseguiu um leve desvio para evitar a pintura (veja no vídeo abaixo). Aos 32, foi a vez de Plata, em linda arrancada de contra-ataque, carregar do campo de defesa até a área e parar no camisa 22 do Bahia.
De tanto insistir, o Flamengo conseguiu matar o jogo aos 34 minutos, em cobrança ensaiada de escanteio que terminou na finalização certeira de Paquetá. Dali em diante o time deixou a bola para o Bahia e só administrou até o apito final. Mas em 80 minutos foi um amasso rubro-negro. Dez chances de gol já são muita coisa. E poderiam ter sido mais por alguns caprichos. Como, por exemplo, a bola de Plata para Lino sair na cara do gol no primeiro tempo, mas o goleiro por jogar adiantado chegou na bola um segundo antes; ou no chute precipitado de Plata com pouco ângulo na etapa final, quando poderia ter dado o passe para Pedro, que fez o movimento correto na área (veja na imagem abaixo).

O técnico Leonardo Jardim, que pela primeira vez em 11 jogos repetiu uma escalação (a mesma da vitória por 2 a 1 no Fla-Flu), gostou do que viu. E parece ter “achado o time”, com Paqueta e Arrascaeta juntos no meio e Plata e Lino como pontas. As aspas, no caso, são porque ainda há dois jogadores no departamento médico que antes de se lesionarem eram titulares absolutos: Pulgar e Jorginho. Resta saber como o treinador fará quando ambos voltarem, pois Paquetá está desfilando em campo na função de segundo volante.
Pela dificuldade do adversário (bem mais forte do que o goleado Independiente Medellín por 4 a 1), o jogo contra o Bahia pode ser considerado tranquilamente a melhor atuação da Era Jardim. O Flamengo engatou a quinta vitória seguida e já começa a empolgar em 2026. O próximo desafio agora é a estreia na Copa do Brasil, quarta-feira, contra o Vitória, às 21h30 (de Brasília) no Maracanã. O elenco inicia a preparação em treino na manhã desta segunda-feira, no Ninho do Urubu.
G1
