Uma doença mortal pode ter decidido onde nossos ancestrais podiam ou não viver, sugere novo estudo.

A malária — uma doença mortal — pode ter moldado a evolução humana. É o que aponta um novo Instituto Max Planck de Geoantropologia.

Vamos entender melhor. Por muito tempo, acreditava-se que nós, Homo sapiens, tivéssemos evoluído a partir de um único grupo isolado na África.

Mas um número cada vez maior de evidências mostra que surgimos da mistura de várias populações espalhadas pelo continente.

O que não se sabia até agora era o que mantinha esses grupos separados ou por que eles se deslocavam. Achava-se que os primeiros humanos simplesmente seguiam os padrões climáticos.

Mas acontece que a malária também influenciou onde eles podiam viver — e onde não podiam.

A malária é frequentemente apontada como a doença mais letal da história, já que afeta os seres humanos há dezenas de milhares de anos.

Ela também provocou desnutrição e pobreza em diversas comunidades.

E, como mostra este estudo, ela também contribuiu para a forma como o Homo sapiens evoluiu como espécie — reforçando que a história da malária está profundamente ligada à nossa própria história.

G1